As marés que ainda sobem e descem
serão as mesmas águas de antes?
De quando
Entre a rede amarela e os olhos dela
as palavras do poeta se desdobravam
Lá fora a umidade salgada
e a dança das águas que nos assistiam
Hoje no grave da voz
na proximidade das almas
as palavras acordaram
depois de longas jornadas
Na notícia de uma outra janela
que abre os braços para as mesmas águas
que quem sabe serão lar
para novos olhares
outra rede
nossas novas jornadas
dimanche 19 avril 2015
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