jeudi 22 janvier 2015

Que nos versos sopro vida

A fragilidade  anda tão quente
sobre meus ombros
que sua  presença forte
ao meu lado
faz sua grafia ausente
em minhas linhas

em algum lugar
devo ser forte e
faço-me assim
em meus versos

que são meus só
e de mais ninguém
Aqui sou eu
a amazonas selvagem
que cavalga nua pela
floresta densa

Sou eu a loba
que fita a ameaça
e lhe faz fugir
amedrontada

Sou eu a sereia
que desponta da rebentação
canto abrupto
suntuosa beleza
Dona dos mistérios
que quaisquer lábios
nunca hão de desvendar

Sou eu tantas deusas
de seios fartos e curvas cheias
em que a força se expressa
no amor, na coragem
e na delicadeza...

Pois como a outra e sempre
"antes de ser mulher
sou inteira poeta "

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