O fogo queimou os cabelos
e para apagá-los
à água entrou primeiro pelos olhos.
Deixou branco o sorriso nos dentes,
Amansou os braços
que descansaram sobre os ombros
da outra.
Ela olhava longe as luzes dos barcos
Imaginava o que os homens de lá faziam.
Viu-se seios sobre ventre
ventre sobre sexo
sexo sobre pernas
mulher sob braços descansados
do desconhecido fogaréu e água.
Os olhos d'água e os olhos de terra
sabem a densidade e a devastação
do fogo sobre os homens
sobre quase tudo.
Depois de tanto fogo
e água
e dança
só se poderia ...
Não
Não se sabe o que se poderia...
vendredi 18 juillet 2014
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