A cadeira agora vazia
Está repleta de ausência
A ventania que corre nas ruas
De minha cidade esses dias
É do mesmo cinza
chumbo manchado do silêncio
Da perda, da morte
Aterradora, imperiosa, tirânica.
A janela batia forte
Empurrada e puxada pela força
Dos ventos
eu dormia sem saber
Que levaria almas
Em seu furacão
Mas esse é o sempre
Ficam: a cadeira,
a voz doce da moça
(e que voz sua irmã teria?)
Os olhos tristes do cão
o desconsolo da mãe
A dor da impossibilidade
Da ultima vez
dimanche 11 mai 2014
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