mercredi 29 janvier 2014
Adeus, bela traidora...
Você que é antiga,
tão jovem, tão menina.
Nascida na guerra,
movida de amor,
perdida no jogo
da carne, do poder,
do terror..
.
Viveu em mim
tantos meses cansativos
encheu-me de ousadia
Paixão, pensamentos exatos...
Conseguiu, me dominou...
Recebeu juras, presentes,
ritos do amor...
Me mostrou mais ardis que amor,
me confessei tão franca a ti,
Te mostrei meus monstros,
ofendi-me com tua companhia
de beijo dado ou recebido...
Fomos verdadeiras até o fim
mesmo com olhos que desviavam daqui e dali
Dancei a ti com meus braços,
meus seios, meu corpo.
Entreguei-me inteira à tua meninice guerreira...
Hoje me despeço, levando o que aprendi
de tua ruína, tua graça, teu amor,
tua verdade...
Um beijo e adeus...
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