mardi 2 octobre 2012

Hoje vinha caindo o sol às 17h38 minutos. A  espuma era branca e leve, desfazendo bolhas, virando espelho na areia. Essa, tomava cor espelhada, verde, amarelo, azul, quase chegava ao laranja e então voltava a ser areia.
  Ela mostrava os olhos lá de dentro, um passo antes da espuma, crescia circular, transparente, virando azul, ficando de pé vertical e ainda panorâmica. Sem uma palavra sequer, erguia-se, mostrava-se dona inteira, dizia tudo. Desfazia-se outra vez em espuma até ser pequena e se derreter, absorvida pela areia. Foi-se erguendo e sucumbindo diante meu testemunho até às 18h04, quando tudo fez-se noite. Mas desde então, suponho ser ainda assim.

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