mardi 12 juillet 2011

Corpo meu

Ele sempre volta,
em frequência fina,
Aguda de machucar,

Ou grave, forte,
Estrondo
ruído meu,

Ele sempre me mostra
em todos os seus sinais
que está,
é,
sou,
eu.

Ele que me diz
o que eu não sei dizer
o que deborda
nos limites do meu silêncio,

O que escapa
no desvio do olhar,
No balançar morno,

Ele me denuncia
Em todo pesar.

1 commentaire:

Andréa Pinho a dit…

Sublime :)