jeudi 14 octobre 2010

Indefinir.

Meu coração não é daqui,
ando desalento, sem saber
Se construi o afeto, se ele a de vir.

Por ora, não filtro nem aqueço o ar,
Desce gelado e novo,
Tocando a garganta e o corpo por dentro,
Esfriando tudo, deixando tudo gelar,
Para conservar mais, ser mais durável,
Não envelhecer, não apodrecer.

Que não congele,
não vire sólido, porém.
Que seja quente e derretido
como o chão de mim, como meus sonhos.

Que o abismo vire mirante
e que os olhos alcancem para além da queda.

4 commentaires:

Anonyme a dit…

Querida Fernanda,

Gosto muito dos seus poemas. Parecem-me autobiograficos. Creio que não há nada pior do que ver alguém confuso em relação a si, no que diz respeito a sua razão e a seus próprios sentimentos, e em relação a si frente ao outro, em seu aspecto emocional.
Não se permita se deixar levar por Maya. Descortine o véu que o sentimento contrário ao amor constantemente joga em nossa visão de mundo, enganando-nos sempre e instaurando dentro de nós a incerteza, que por sua vez, possui um efeito devastador em relação a nossa fé.
Permita-se a dar continuidade a esse sentimento tao nobre e belo que é o amor. Afinal, uma mulher encantadora como você e magicamente bela não deveria se deixar levar por coisas dessa natureza. Precisamos ser fortes. A vida é uma batalha. Lembre-se dos valores trabalhados enquanto aluna do colegio antonio vieira.
Que você seja muito feliz, um grande abraço.

Anonyme a dit…

Sobre o ato individual que envolve toda a humanidade de Sartre em seu livro O Existencialismo é um humanismo: "... sou responsável por mim e por todos e crio uma determinada imagem do homem que escolho ser; ao escolher a mim, estou escolhendo o homem". =)

Fernanda a dit…

Oi? Da pra se identificar, pelo menos?

André a dit…

Oi!! Prazer!!!