Perdeu, jogou de lado, agora é que não deu.
Ameaçou, arriscou arremessar pra fora da janela.
Não viu, não assumiu, não permitiu, não consentiu.
Deixou passar, ficar pra trás, perder valor, não mais amar.
Atropelou, mastigou, engoliu, perdeu de vista o vulto.
De cima assistiu seguir a cena sem nem mais um susto.
Andou, parou, suspirou, fumou e nem um segundo passou.
Voltou ainda sem saber o que estava a fazer.
Dormiu, acordou, hesitou, respirou, deixou o telefone tocar.
De curiosidade morreu sem procurar saber o que ela dizia.
Não preferiu, não expeliu, não conferiu, não quis promessa.
Quis sem querer, fez sem fazer, disse sem dizer.
Esqueceu o que faltava na soma, o que completava o jogo,
o que valia a pena apostar.
Se arrependeu, olhou pra trás e já não estava lá.
lundi 15 juin 2009
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