vendredi 13 mars 2009

Em alguma página perdida de setembro passado

Estrangeira de mim,
abro os braços e bem vinda seja
aqui nessa outra.

Suas horas são mais calmas,
Seus olhares sinceros e tranquilos.
Da boca, palavras e desejos
se desenrolam sem pressa.

Ela que veio de fora,
sabe mais do que esse coração daqui.
Sua cor é amarela, de sol caindo no mar,
de flor aberta em chão verde,
de olho contra a luz,
não de qualquer ausência.

Veio de antes da curva,
onde os fluidos são quentes e crus,
entre risos largos e desprendidos.


"Sou de outro lugar
e andei por aqui procurando primavera,
encontrando agosto. "

Seu olhar anda devagar,
Sutileza é seu jeito de falar,
e com silêncio, assim sincero,
ela some,
se vai,
mas deve voltar.

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