
O que a outra pensou foi:
- Beleza aquela que expressa qualquer tipo de sofrimento.
Era a imagem da moça que desencadeava este pensamento.
- São ombros firmes e olhos que vem de longe, olhos cujo brilho vem um pouco mais do fundo, têm uma cor exótica que mistura dor à vida, coragem à ausência. Ela fixa olhares e seus movimentos são sensatos, exatos, deslizam por outros cantos, explodem em sintonias finas de incômodo, leve desconserto no mundo e o pedido por menos, menos falta, menos peso.
Quadris seguros, cintura definida, mãos finas e pés pequenos e ríspidos, já tão acostumados a esse chão quente, chão que adormece desejos. Pisa inteira e só. Mede esforços para não perder a força e ela é toda essa força doída, que toca objetos com propriedade e, por vezes, consentimento. Ela exibe em todos os traços cada feixe de luz que a queima...a cada olhar solto, a cada movimento... aquela beleza sofrida que poucas mulheres conseguem ter.
Parou de pensar neste instante. Não conseguia mais falar sobre ela, não conseguia esboçar qualquer sílaba a mais que pudesse descrevê-la, ficou muda diante da imagem da moça, que poderia nem sequer ser real. Desde o último ponto descrito, só sabia senti-la.
(To be continued?)
3 commentaires:
continua sim, sempre!
Vai não zuda! Nao ta vindo, sabe?! hehehe! Te amo xuxu!
Só a bailarina que não tem.
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